Acessar o conteúdo
Pular para o conteúdo

personalcard.com.br ↗

terça-feira, setembro 8, 2026
Blog da Personal

Blog da Personal

Fale com um consultor
  • A Personal
  • Recursos Humanos
  • Gestão de Negócios
  • Projetos Sociais
  • Saúde e Bem-Estar
  • Gestão de Frota
  • Rede Credenciada
  • A Personal
  • Recursos Humanos
  • Gestão de Negócios
  • Projetos Sociais
  • Saúde e Bem-Estar
  • Gestão de Frota
  • Rede Credenciada
Blog da Personal

Blog da Personal

Fale com um consultor
  • Home
  • Recursos Humanos
  • Quarta onda do RH: por que ser estratégico já não basta
Recursos Humanos

Quarta onda do RH: por que ser estratégico já não basta

8 de setembro de 2026 13 min read

Na quarta onda do RH, Dave Ulrich amplia o foco das entregas internas para o valor percebido por diferentes stakeholders. Entenda como essa lógica muda métricas, decisões e o uso da inteligência artificial no RH.

Mulher em ambiente corporativo com conexões digitais, representando a quarta onda do RH e a gestão orientada por stakeholders.

O RH conquistou espaço nas decisões estratégicas, mas muitos indicadores ainda descrevem atividades, processos e resultados internos da organização. Na quarta onda do RH, Dave Ulrich amplia essa lógica ao perguntar qual valor cada iniciativa produz para diferentes públicos.

Contratações, treinamentos, benefícios, pesquisas e automações continuam relevantes, mas deixam de funcionar como evidência suficiente de contribuição organizacional. 

Indicadores internos, eficiência operacional e alinhamento estratégico continuam essenciais, porque essas bases sustentam uma gestão de pessoas confiável. A pergunta adicional é mais exigente: para qual stakeholder essa iniciativa deve gerar resultado? E como esse público perceberá seu valor? 

O que é a quarta onda do RH?

A quarta onda representa a evolução do RH estratégico para uma atuação de fora para dentro. Esse movimento amplia a forma como a área define valor. Nesse modelo, práticas de pessoas, liderança, cultura e tecnologia são avaliadas pelo valor produzido para públicos internos e externos.

Empregados, executivos, clientes, investidores e comunidades passam a compor essa régua. Suas expectativas ajudam a orientar prioridades e acompanhar resultados.

Em Next Generation HR, Ulrich chamou essa abordagem de HR from the outside in, ou RH de fora para dentro. A proposta ultrapassa o alinhamento estratégico e incorpora condições externas na orientação atual do trabalho desenvolvido pelo RH.

Ulrich e Norm Smallwood aprofundam esse mesmo eixo como Stakeholder HR, expressão traduzida aqui como RH de stakeholders. A 4ª onda do RH, portanto, não nasceu com a inteligência artificial, embora a tecnologia amplie suas possibilidades práticas. 

Quais são as quatro ondas do RH?

Ulrich organiza a contribuição do RH em quatro ondas, que representam diferentes formas de ampliar a contribuição da função ao longo do tempo. A tabela resume esses focos sem transformar as ondas em uma escala rígida de maturidade. 

OndaFocoComo demonstra valor
1ª onda:
RH administrativo
Serviços, transações e conformidadeEficiência e execução confiável
2ª onda:
Excelência funcional
Recrutamento, desenvolvimento, remuneração e demais práticasIntegração e qualidade das práticas
3ª onda:
RH estratégico
Pessoas, liderança e cultura alinhadas à estratégiaExecução das prioridades do negócio
4ª onda:
RH de stakeholders
Necessidades internas e externasValor percebido por empregados, executivos, clientes, investidores e comunidades

As ondas são cumulativas: a quarta amplia a contribuição do RH sem substituir eficiência administrativa, excelência funcional ou alinhamento estratégico. A mudança está na régua usada para orientar e avaliar essas entregas, agora considerando diferentes stakeholders.

Por que ser estratégico já não basta mais?

Dave Ulrich e Norm Smallwood explicam essa mudança pela metáfora do espelho e da janela, que diferencia os dois modelos. No RH estratégico, o espelho representa a tradução da estratégia do negócio em prioridades internas. Entre elas estão talento, liderança e organização.

No Stakeholder HR, a janela amplia essa visão. Clientes e investidores também passam a fornecer sinais para antecipar e construir o futuro do negócio.

A diferença não está em abandonar a estratégia. O avanço está em deixar de tratá-la como único ponto de partida para o RH. A área continua executando prioridades internas. Ao mesmo tempo, passa a ouvir stakeholders externos e traduzir suas expectativas em capacidades organizacionais.

Esse movimento de fora para dentro amplia a contribuição do RH. Clientes e investidores, porém, não passam a definir sozinhos a estratégia.

Os principais insights de Dave Ulrich para o RH

Valor é definido por quem o recebe

Uma iniciativa de gestão não gera valor apenas porque foi executada no prazo ou seguiu uma metodologia bem estruturada. Para Dave Ulrich, o valor é definido mais por quem recebe a entrega do que por quem a realiza.

Por isso, o RH precisa observar quais resultados cada iniciativa produz para os stakeholders que pretende alcançar.

A pergunta central passa a ser: valor para quem? Um programa de capacitação, por exemplo, pode gerar resultados diferentes para empregados, lideranças e clientes. O desafio é definir previamente quais públicos devem perceber valor e quais evidências permitirão acompanhar esse resultado.

Atividade não é resultado

Medir atividades mostra o que o RH executou, mas não responde sozinho se determinada iniciativa produziu o resultado esperado. Em HR’s Ever-Evolving Contribution, Dave Ulrich diferencia métricas de atividades da análise sobre o impacto das práticas nos stakeholders.

Para ele, scorecards e dashboards continuam úteis, desde que ajudem a compreender o que aconteceu além da própria execução.

Atividade medidaPergunta de impacto
Horas de treinamentoO comportamento ou a capacidade necessária foi desenvolvido e aplicado no trabalho?
Tempo de contrataçãoA contratação respondeu às necessidades da equipe e do negócio?
Adesão a um programaA iniciativa respondeu à necessidade para a qual foi criada?
Número de automaçõesA capacidade liberada melhorou decisões ou apenas reduziu etapas operacionais?
Pesquisa de engajamentoOs dados produziram decisões, ações e acompanhamento posterior?

Essa análise exige cuidado. Relações observadas não devem ser tratadas como causalidades sem evidências suficientes. Medir turnover, absenteísmo, utilização ou satisfação continua importante quando esses indicadores de RH que apoiam decisões orientam investigação e acompanhamento.

O avanço acontece quando as métricas ajudam a avaliar resultados e impactos. Elas não devem encerrar a análise no próprio dashboard.

O “humano” é maior que a força de trabalho

Nas formulações recentes, Ulrich amplia o olhar do RH além da força de trabalho. Outros públicos ligados à organização também entram nessa análise. Empregados e executivos continuam centrais. Clientes, investidores e comunidades também passam a compor a avaliação do valor criado pela capacidade organizacional.

Essa ampliação não reduz a importância dos colaboradores. Ela conecta talento, liderança, cultura e organização às expectativas dos stakeholders. Isso não significa presumir que iniciativas internas produzam automaticamente resultados externos.

Experiência do empregado e experiência do cliente se conectam

Dave Ulrich relaciona a experiência do empregado à experiência do cliente, defendendo que práticas internas sejam avaliadas também por efeitos externos. Essa conexão, porém, não permite concluir que maior satisfação interna gere automaticamente fidelização ou receita. Outros resultados de negócio também precisam ser analisados com evidências próprias.

Em um programa de formação de líderes, a participação registra atividade; a aplicação dos aprendizados indica um resultado intermediário observável. Depois, o RH pode investigar se decisões melhores contribuíram para aprimorar a experiência entregue ao cliente. Comportamentos mais consistentes também podem ser acompanhados nessa análise.

Talento individual não substitui capacidade organizacional

Contratar profissionais competentes é importante, mas talento individual não garante, sozinho, capacidade organizacional. Ulrich reúne essa discussão em Human Capability, que articula talento, liderança, organização e a própria função de RH.

Uma equipe qualificada ainda pode enfrentar decisões lentas, pouca colaboração ou baixa orientação ao cliente. Por isso, o foco também recai sobre as condições coletivas que permitem transformar competência individual em desempenho consistente.

A pergunta “para quê?” conecta RH e valor

Ulrich usa a expressão so that, traduzida como “para quê”, para conectar cada iniciativa de RH à finalidade que justifica sua realização. O raciocínio pode ser organizado em uma cadeia simples: o RH fará X para que Y aconteça e gere valor para Z.

Exemplo prático: desenvolver líderes para melhorar a qualidade das decisões das equipes e, como hipótese a ser acompanhada, tornar a experiência entregue ao cliente mais consistente.

A lógica não demonstra causalidade por antecipação. Ela ajuda o RH a explicitar a iniciativa, o resultado esperado e quem deverá perceber valor. Depois, indicadores e evidências ajudam a verificar se a relação formulada realmente apareceu na prática.

Onde a inteligência artificial entra na quarta onda do RH?

A inteligência artificial não define a quarta onda do RH. Em 2026, Dave Ulrich reforçou que ela deve ser tratada como meio, não como finalidade.

Ele resume essa relação em talent advantage = AI × HI: inteligência artificial multiplicada por human ingenuity, ou engenhosidade humana. Esta reúne julgamento, visão, inovação, empatia e capacidade de construir relacionamentos.

FrentePapel da inteligência artificial
CapacidadeAutomatizar tarefas, organizar informações, reduzir fricções e liberar capacidade de trabalho
OrientaçãoApoiar análises, identificar padrões e ajudar a priorizar decisões e investimentos
ImpactoRelacionar o uso da tecnologia aos resultados esperados pelos diferentes stakeholders

Essa perspectiva também muda a avaliação das aplicações e dos riscos da inteligência artificial no RH. Automatizar uma atividade pode aumentar a eficiência, mas isso não demonstra, isoladamente, que houve maior valor para os stakeholders.

Quais são os riscos da inteligência artificial no RH?

Ulrich também chama atenção para riscos que precisam acompanhar a adoção da tecnologia. Em diferentes análises sobre IA aplicada ao RH e governança de IA, aparecem pontos como:

  • dependência excessiva da IA e possível perda de exercício do pensamento crítico;
  • informações incorretas, incompletas ou enganosas produzidas pelos sistemas;
  • vieses e problemas de confiabilidade nas respostas utilizadas pelo RH;
  • riscos à privacidade e à segurança das informações compartilhadas;
  • dificuldade de distinguir conteúdos autênticos daqueles produzidos artificialmente;
  • difusão da responsabilidade quando decisões apoiadas por IA não possuem responsáveis claramente definidos.

A tecnologia amplia capacidade, mas continua dependendo de julgamento, responsabilidade e relações humanas para transformar informação em decisões que produzam valor.

Como começar a ampliar o pensamento da quarta onda do RH?

Aplicar essa perspectiva não exige uma nova classificação de maturidade. O conceito também não precisa virar uma metodologia rígida. Ulrich e Smallwood propõem começar pelos stakeholders, compreender suas expectativas e priorizar poucas iniciativas com impacto potencial e viabilidade de implementação.

Perguntas para aplicar a quarta onda do RH na prática

Um diagnóstico inicial pode partir destas perguntas:

  • Qual stakeholder deveria perceber valor em cada iniciativa de RH?
  • A área está medindo atividade, resultado ou impacto?
  • Quais expectativas dos clientes deveriam influenciar decisões sobre talento, liderança e cultura?
  • A experiência dos empregados está conectada à experiência que a organização pretende entregar aos clientes?
  • Qual capacidade coletiva precisa ser fortalecida além das competências individuais?
  • Onde a inteligência artificial apenas economiza tempo e reduz etapas operacionais?
  • Onde a tecnologia está ajudando a melhorar análises, prioridades ou decisões?
  • Quais decisões precisam permanecer sob julgamento e responsabilidade humana?
  • Quais duas ou três iniciativas combinam maior impacto provável para os stakeholders e maior viabilidade de implementação?

Essas perguntas não formam um score de maturidade nem oferecem respostas universais. Elas ajudam o RH a definir resultados, capacidades prioritárias e evidências para acompanhar sua contribuição aos diferentes stakeholders.

A quarta onda do RH não é um destino que elimina o trabalho anterior

Avançar para o Stakeholder HR não significa abandonar eficiência administrativa, conformidade, excelência funcional ou alinhamento com a estratégia. Essas capacidades continuam necessárias porque a quarta onda amplia o trabalho do RH, em vez de substituir aquilo que já precisa funcionar bem.

Processos fundamentais também continuam influenciando o valor percebido pelos stakeholders. Uma implantação de benefícios corporativos mal estruturada, por exemplo, pode gerar dúvidas recorrentes, aumentar chamados e reduzir o valor percebido de uma política bem concebida.

O mesmo princípio vale para dados, responsabilidades e demais rotinas essenciais: olhar para fora não elimina a necessidade de consistência dentro da organização.

A quarta onda acrescenta uma nova pergunta a essa base: além de funcionar corretamente e apoiar a estratégia, para quais stakeholders essa entrega precisa gerar valor?


Perguntas frequentes sobre a quarta onda do RH

O que é a quarta onda do RH?

É a evolução do RH estratégico para uma atuação outside-in, orientada pelo valor percebido por empregados, executivos, clientes, investidores e comunidades.

Quem formulou o conceito da quarta onda do RH?

Dave Ulrich apresentou as quatro ondas e definiu a quarta como HR from the outside in. Posteriormente, Ulrich e Norm Smallwood aprofundaram essa abordagem como Stakeholder HR.

Qual é a diferença entre RH estratégico e Stakeholder HR?

O RH estratégico traduz a estratégia em prioridades internas. O Stakeholder HR amplia essa lógica ao incorporar sinais de stakeholders internos e externos.

A inteligência artificial faz parte da quarta onda?

Sim, como recurso. Ela amplia capacidade, análise e apoio à decisão, mas não define a origem ou a essência da quarta onda.

Como uma empresa pode começar a aplicar esse modelo?

Identifique quem deve perceber valor, diferencie atividade de resultado e priorize poucas iniciativas com impacto provável, viabilidade e evidências para acompanhamento.


O que realmente muda com a quarta onda do RH?

A quarta onda do RH amplia a régua usada para orientar escolhas e avaliar a contribuição da gestão de pessoas. O alinhamento estratégico continua necessário, mas passa a conviver com outra pergunta: que valor as iniciativas produzem para diferentes stakeholders?

Dados, analytics e inteligência artificial ampliam capacidade e apoiam decisões, mas continuam dependentes de julgamento e responsabilidade humanos. Por isso, a análise avança do “o que fizemos?” para “para quê, para quem e com qual resultado?”

As transformações do RH não terminam na tecnologia. Assine a newsletter da Personal Card e acompanhe análises sobre gestão de pessoas, benefícios e as decisões que estão redesenhando o papel da área.

  • Nova NR-1 2026: Guia completo sobre riscos psicossociais, GRO, PGR e saúde no trabalho

Você pode gostar também

Trabalho Intermitente

Trabalho intermitente: o que é e como funciona esse regime de contratação

15 de junho de 2023
empoderamento nas empresas

Como estimular e lidar com o empoderamento nas empresas?

15 de maio de 2023
cultura do feedback

Cultura do feedback como impulsionador de resultados

2 de maio de 2023

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Fale com um consultor de Licitações










      Fale com um consultor Personal
















      Acompanhe a Personal

      • Instagram
      • Facebook
      • LinkedIn
      • Youtube

      personalcard.com.br | Trabalhe Conosco | Política de Privacidade e Proteção de Dados Pessoais

      CNPJ 04.376.768/0002-04 | Registro no PAT FA000023 | Feito com ♥︎ em Floripa - SC