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Indicadores de RH
Recursos Humanos

5 indicadores de RH Essenciais para 2026: Guia Completo

9 de janeiro de 2026 Personete 13 min read nenhum comentário

Indicadores de RH são métricas que ajudam a medir a eficiência e o impacto da gestão de pessoas. Em 2026, acompanhar indicadores de RH deixa de ser “controle do RH” e vira critério de decisão para a empresa inteira. Afinal, quando você monitora os indicadores de RH certos, você enxerga o que custa caro antes de estourar no mês.

Além disso, você consegue justificar prioridades com clareza, alinhar expectativas com liderança e reduzir ruído interno. Na prática, bons indicadores de RH ajudam a:

  • Identificar sinais de problema antes que virem crise
  • Conectar pessoas, produtividade e custo indireto
  • Dar previsibilidade para liderança e diretoria
  • Transformar decisões em rotina, e não em reação

A partir daqui, você vai ver 5 métricas essenciais e, principalmente, como usar esses indicadores de RH para gerar ação.

1. Taxa de turnover

A taxa de turnover, ou rotatividade, mede quantas pessoas saem da empresa em um período, seja por desligamento voluntário ou involuntário. Por isso, ela costuma ser uma das primeiras métricas a acusar falhas de experiência, liderança, remuneração ou crescimento.

Por que turnover é um indicador de RH crítico

Quando o turnover cresce, o impacto aparece em duas camadas. Por um lado, existe custo direto. Por outro, existe custo invisível.

  • Camada visível: recrutamento, seleção, treinamento e onboarding
  • Camada invisível: perda de produtividade, perda de conhecimento, desgaste do time e mais pressão sobre RH e liderança

Ou seja, não é só “contratar de novo”. Na prática, é recomeçar processos que deveriam estar amadurecendo.

Como calcular a taxa de turnover

Fórmula
Turnover = (número de desligamentos ÷ número médio de funcionários) × 100

Exemplo prático
Se houve 15 desligamentos e o número médio de funcionários foi 102,5:
Turnover = (15 ÷ 102,5) × 100 = 14,6%

Como reduzir o turnover de forma consistente

Em vez de atacar sintomas, comece pelo que mais gera efeito. Assim, você evita ações pontuais que não sustentam resultado.

  • Estruture onboarding e acompanhe os primeiros 90 dias
  • Defina critérios claros de evolução e conversa de carreira
  • Rode pesquisa de clima e trate como plano de ação, e não como “pesquisa”
  • Desenvolva liderança, porque rotatividade quase nunca nasce no RH
  • Revise o pacote de benefícios com foco em relevância e experiência de uso

Lembre-se: se o colaborador não entende, não acessa e não usa, o benefício vira promessa, e não valor percebido.

2. Índice de absenteísmo

Absenteísmo mede ausências não programadas, como faltas, atrasos e saídas antecipadas. Embora pareça operacional, ele revela muito sobre saúde, clima, rotina e gestão. Portanto, é um indicador que precisa de leitura rápida e ação cedo.

Por que acompanhar absenteísmo muda o jogo

Quando o absenteísmo sobe, a operação sente rápido. Além disso, o custo indireto cresce sem pedir licença.

  • Times ficam sobrecarregados e, consequentemente, a qualidade cai
  • Horas extras viram padrão, e não exceção
  • Prazos estouram e, com isso, o clima piora
  • A liderança perde previsibilidade de escala e entrega

Por isso, absenteísmo não deve ser “nota de rodapé” nos indicadores.

Como calcular o absenteísmo

Fórmula
Absenteísmo = (horas perdidas ÷ total de horas previstas) × 100

Exemplo prático
Se o total previsto era 8.000 horas e houve 400 horas de ausências:
Absenteísmo = (400 ÷ 8.000) × 100 = 5%

Como reduzir absenteísmo sem “palestra de motivação”

Aqui, o que funciona é rotina bem desenhada. Ou seja, menos discurso e mais ajuste prático.

  • Fortaleça ergonomia, prevenção e organização do trabalho
  • Crie canais de comunicação objetivos e acolhedores
  • Ajuste flexibilidade quando fizer sentido para a função
  • Acompanhe indicadores por área e por liderança, não só no geral
  • Ofereça suporte real para saúde mental e bem-estar, com acesso simples

Quando a empresa reduz atrito, o absenteísmo tende a cair. No entanto, quando a empresa trata como “falta de comprometimento”, o problema só muda de forma e, muitas vezes, piora.

3. Custo per capita com benefícios

Custo per capita mostra quanto a empresa investe, em média, em benefícios por colaborador. Ele ajuda a equilibrar orçamento, competitividade e percepção de valor. Além disso, ele conversa bem com Financeiro, sem perder o foco no colaborador.

Por que esse indicador é estratégico

Ele responde perguntas que costumam travar decisões. Mais do que isso, ele dá critério para priorizar.

  • Estamos investindo bem ou só investindo “muito”?
  • Quais benefícios têm alto custo e baixa utilização?
  • O problema é valor gasto ou desenho da política?
  • O pacote está coerente com atração e retenção?

Ou seja, ele não serve para cortar no escuro. Ele serve para decidir melhor.

Como calcular o custo per capita

Fórmula
Custo per capita = investimento total em benefícios ÷ número de colaboradores

Exemplo prático
Se o investimento mensal é R$ 50.000 para 100 colaboradores:
Custo per capita = R$ 50.000 ÷ 100 = R$ 500 por colaborador ao mês

Como otimizar custo sem destruir valor

O caminho mais inteligente é eliminar desperdício e aumentar percepção de valor. Para isso, é preciso governança: acompanhar utilização, revisar contratos e comunicar com clareza.

  • Revise contratos e condições periodicamente
  • Centralize gestão e relatórios para reduzir retrabalho
  • Acompanhe taxa de utilização, porque benefício parado vira desperdício
  • Use flexibilidade com regras claras, para não virar bagunça
  • Ajuste comunicação, porque benefício mal explicado também “não existe”

4. NPS de benefícios

O NPS de benefícios mede o nível de satisfação dos colaboradores com o pacote oferecido. Ele é útil porque mostra percepção e experiência, não apenas custo. Assim, ele ajuda a entender se o investimento está “chegando” de verdade.

Como calcular o NPS de benefícios

Pergunta padrão
“Em uma escala de 0 a 10, o quanto você recomendaria os benefícios da empresa para um amigo?”

Classificação

  • 9–10: Promotores
  • 7–8: Neutros
  • 0–6: Detratores

Fórmula
NPS = % promotores − % detratores

Exemplo prático
Se 50% são promotores e 20% são detratores:
NPS = 50% − 20% = +30

Como melhorar NPS com ações práticas

NPS melhora quando você cuida de dois pontos ao mesmo tempo: relevância (benefícios fazem sentido) e experiência (uso é simples e suporte resolve). Ainda assim, atenção: NPS alto com baixa utilização é sinal de alerta, não de vitória.

Então, foque em:

  • Pesquisa por perfil, e não só por “opinião geral”
  • Comunicação clara, com exemplos de uso
  • Acesso simples por app e atendimento ágil
  • Revisão do portfólio guiada por uso e feedback

5. Taxa de utilização de benefícios

A taxa de utilização mede quantos elegíveis usam, de fato, um benefício. Por isso, é uma das métricas mais diretas para enxergar desperdício e desalinhamento entre política e realidade. Além disso, ela ajuda a explicar por que o custo per capita “parece alto” mesmo quando a empresa tem um bom pacote.

Como calcular a taxa de utilização

Taxa de utilização = (usuários ativos ÷ total de elegíveis) × 100

Exemplo prático
Se 100 colaboradores são elegíveis e 85 usam:
Taxa de utilização = (85 ÷ 100) × 100 = 85%

Como aumentar a utilização sem “forçar adesão”

Na maioria dos casos, baixa utilização acontece por dois motivos:

  • Falta de clareza sobre como usar
  • Benefício que não resolve um problema real

Por isso, o caminho é:

  • Onboarding completo e reforço em momentos-chave
  • Comunicação interna simples e repetível
  • Jornada sem atrito, com suporte que resolve rápido
  • Flexibilidade quando fizer sentido, com regras transparentes

Se, mesmo com comunicação clara e acesso simples, a utilização não sobe, revise o desenho do benefício. Às vezes, o problema não é como explicar. Na prática, o problema é o que foi escolhido.

Como acompanhar esses indicadores de RH na prática

Indicador só vira valor quando vira rotina. Portanto, antes de pensar em ferramenta, defina método. Além disso, crie um padrão de leitura para evitar decisões “por sensação”.

1. Centralize dados e evite retrabalho

Conecte, sempre que possível:

  • Folha e ponto
  • Benefícios
  • Clima e engajamento
  • Recrutamento e seleção

Assim, você reduz divergências e ganha velocidade de análise.

2. Defina frequência de análise realista

  • Mensal: absenteísmo, custo per capita, utilização
  • Trimestral: turnover e NPS
  • Anual: revisão estratégica e metas do próximo ciclo

O importante é manter o mesmo padrão para comparar. Caso contrário, você perde referência e o dado vira discussão.

3. Use dashboards para leitura rápida

Dashboards ajudam a:

  • Ver tendência e sazonalidade
  • Identificar anomalias cedo
  • Apresentar evolução para diretoria com clareza
  • Priorizar ações sem discussão infinita

Ferramentas comuns: Power BI, Tableau, Looker Studio e Excel.

4. Compare com o seu setor e seu contexto

Benchmarks ajudam, mas só quando você compara com empresas parecidas em porte, região e modelo de operação. Caso contrário, você cria meta bonita e impossível. Por isso, ajuste referência antes de ajustar expectativa.

5. Transforme dados em plano de ação

  • Turnover alto: liderança, carreira, comunicação e benefícios
  • Absenteísmo alto: causa raiz, suporte e rotina
  • NPS baixo: relevância + experiência + comunicação
  • Utilização baixa: simplificação e ajuste de portfólio
  • Custo per capita fora do esperado: renegociação e eliminação de desperdício

Perguntas frequentes sobre indicadores de RH

Quais são os principais indicadores de RH?

Os principais indicadores de RH para uma leitura prática da gestão são: turnover, absenteísmo, custo per capita com benefícios, NPS de benefícios e taxa de utilização.

Como calcular a taxa de turnover?

Turnover = (número de desligamentos ÷ número médio de funcionários) × 100. Você pode calcular por mês, trimestre ou ano, desde que mantenha o mesmo critério para comparar.

O que é absenteísmo?

Absenteísmo é a medida de ausências não programadas, como faltas e atrasos. Ele impacta produtividade, qualidade e custo operacional. Além disso, pode sinalizar problemas de rotina, clima e liderança.

Como melhorar satisfação com benefícios?

Você melhora satisfação quando aumenta relevância e reduz atrito. Em outras palavras, o benefício precisa fazer sentido e a jornada de uso precisa ser simples, com suporte ágil e comunicação clara.

Com que frequência acompanhar os indicadores?

Em geral, absenteísmo e utilização pedem leitura mensal. Já turnover e NPS podem ser trimestrais, desde que exista plano de ação e acompanhamento. Assim, você evita “medir por medir”.

Conclusão

Acompanhar indicadores de RH em 2026 é, acima de tudo, uma forma de ganhar previsibilidade. Além disso, ajuda a reduzir ruído interno e sustentar decisões com critério, e não com opinião.

Se você começar com consistência, essas cinco métricas viram base para enxergar custo indireto antes do fechamento, melhorar retenção com menos improviso e sustentar decisões com mais segurança. No entanto, só acompanhar não basta: é preciso transformar dados em rotina.

Próximo passo

Se você quer estruturar o acompanhamento desses indicadores de RH com mais clareza e menos retrabalho, você tem duas opções:

Entrar em contato com a Personal Card para entender como podemos apoiar sua gestão.

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